Para que possamos contar os nossos dias precisamos de marcos. Marcos são pontos de referência, eventos que produzem impacto em nossas vidas. De forma que, a partir deles, podemos começamos a contar os nossos dias. Marcos são eventos que mudam a nossa vida. Esse ponto de referência pode servir para marcar nossa vida ministerial, emocional, matrimonial, financeira e estudantil (Jr 31.21).São exemplos de marcos ou pontos de referência: um acidente ou uma separação dolorosa, o novo nascimento, a conversão, uma mudança de rumo, a morte de uma pessoa querida; o casamento, o nascimento de um filho, a aquisição de uma casa; tudo o que é importante moralmente; a consagração ao ministério; um novo empreendimento ou um negócio.Podem existir vários pontos de referência para vários ciclos ou áreas diferentes em nossas vidas. Numa área eu estou no primeiro ano, em outras no segundo e em outras no sexto ou sétimo. Não queremos prever o futuro, mas apenas entender que a nossa vida se divide em ciclos ou fases e que essas fases duram sete anos cada (Lv 25.8,9). Cada ciclo de sete anos possui dois ciclos de três anos, sendo o sétimo ano o ano sabático.Ciclos do crescimentoO primeiro grupo de três anos não é tempo de fruto, mas de crescimento.
1. Ano um É o ano do aprendizado. É sempre o mais difícil. No casamento é o mais complexo e atribulado. No trabalho é o mais penoso. É o ano de ajustes, de aprendizagem e discipulado. Não se realiza tanto, mas se aprende muito. Se você sabe que o primeiro ano é assim você terá mais paciência. Mas muitos desistem nesse primeiro momento porque a maioria de nós queremos ver o lucro no primeiro ano. É um ano terrível, mas nele estabelecemos bases e fundamentos.
2. Ano dois É o ano do serviço. É tempo de penar e trabalhar para demonstrar o serviço. No primeiro eu aprendo, mas no segundo eu pratico. Ainda não é tempo de resultados, é tempo de trabalho. É o momento de conquistar reconhecimentos. É também tempo de humilhação, de quebrar o orgulho. Os imediatistas desistem no segundo ano. O problema é que cada vez que recomeçamos repetimos os dois anos anteriores.
3. Ano três É o ano da amizade. É o tempo da intimidade, da confiança e do amor. Só podemos dizer que somos realmente amigos de alguém depois de pelo menos três anos de convivência. Jesus perguntou para Pedro três vezes se ele O amava. Cada vez apontando para um ano. No terceiro ano a fidelidade é checada e testada.O segundo grupo de três anos é para frutificação, mas esses frutos são incircuncisos (Lv 19.23-25). Esses frutos são vedados porque são amargos. Já estamos frutificando, mas os nossos frutos ainda não são perfeitos. Em nosso negócio não podemos ainda pegar o dinheiro, é tempo de reinvestir. Os frutos incircuncisos são para adubar a própria terra. O quarto até o sexto ano são anos de investimentos e adubo do próprio negócio.
4. Ano quatro É o ano da oportunidade. Depois de três anos é necessário esperarmos ainda pelo quarto ano para vermos a frutificação (Lc 13.6-9)
5. Ano cinco É o ano da definição. Somente no quinto ano é que as coisas são definidas, se avançamos ou não. Nas igrejas tradicionais os pastores ficam apenas cinco anos, eles saem justamente no tempo da definição. É o tempo de testar a perseverança. Depois de cinco anos as raízes estão firmadas (2Rs 13.17-19).
6. Ano seis É o ano da batalha e da vitória conquistada. É o ano da bênção tríplice, triplicada ou plena. A bênção suficiente para três anos. É uma bênção de provisão e refrigério.O maná era duplo no sexto dia, mas no sétimo ano a bênção será triplicada para que seja suficiente para o sétimo e para o oitavo que é o começo de um novo ciclo e ainda terá um tanto extra para enriquecimento e prosperidade (Lv 25.18-21).
7. Ano sete É o ano do descanso da aflição e da tribulação. É tempo de louvores a Deus e desfrute da bênção. Precisamos concluir esses ciclos. Caso não concluamos começamos tudo de novo. Muitos nunca desfrutam do sétimo dia porque sempre desistem nos anos anteriores. Jacó amava tanto a Raquel que nem percebeu os anos que trabalhou por ela. Se amamos o propósito de Deus e Sua bênção, nem veremos os anos de luta (Gn 29.20).
8. Ano Oito O oitavo ano é o primeiro de um novo ciclo. Mas esse oitavo ano é caracterizado pela semeadura da bênção que tivemos no sexto e no sétimo. Se deixamos de semear no oitavo quebramos o ciclo e não avançamos para um novo nível de riqueza e prosperidade. Muitos de nós esquecemos a semeadura do oitavo, como os discípulos esqueceram que tinham um oitavo pão quando Jesus perguntou a eles quantos pães tinham. Mesmo depois de terem colhido sete cestos cheios foram para o barco e dividiram apenas um pão (Mc 8.4,5; 8.14).
O segredo da bênção para um novo ciclo está na semeadura. Os pães foram multiplicados quando os discípulos os distribuíram, mas aquele pão que foi esquecido e deixado no barco não foi multiplicado.
Ciclos podem ser retomados e concluídos
Setenta semanas de anos foram designadas para Israel. Eles cumpriram 69 semanas, da saída da ordem para restaurar Jerusalém até a morte de Jesus. Entretanto eles rejeitaram a Jesus e uma semana ficou suspensa. Essa semana se cumprirá no final desta era. Isso mostra que um ciclo pode ser interrompido e concluído posteriormente. Isso mostra a misericórdia de Deus, pois casamentos podem ser refeitos, ministérios podem ser restaurados e trabalhos inacabados podem ser concluídos.
Podemos ter ciclos menores e maiores que sete
A vida de Moisés é dividida em três grandes ciclos de quarenta anos cada. Por outro lado o ministério de Jesus durou três anos e meio segundo a maioria dos comentaristas. Os ciclos podem ser mais longos que o necessário
Os ciclos podem ser mais longos que o necessário
O tempo de jornada do povo de Israel até Canaã era para ser rápido, talvez de seis e nove meses. Todavia, despendeu 40 anos por causa da rebeldia. Existe uma matemática de Deus quando contamos os nossos dias. Há dias que são contados e outros não. Que nesses dias aprendamos a contar os nossos dias. Há dias que são contados e outros não. Que esses dias aprendamos a contar
Amém!!!


